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quarta-feira, 23 de março de 2011

ORQUÍDEA DO MÊS: Macradenia Lutescens - R. Br. 1822

A Macradenia lutescens, espécie proposta por Robert Brown, em 1822, cujo nome é uma referência aos longos pecíolos, é uma planta de pequeno porte, medindo pouco mais de dez centímetros. Sete das espécies do gênero podem ser encontradas no Brasil, habitando norlmanete áreas menos úmidas, à beir ados rios e encostas.

Também podem ser encontradas na Flórida (onde recebem o nome de Orquídea Longland), Bahamas, Cuba, República Dominicana, Jamaica, Trinidade e Tobago, Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Colômbia e Equador, sempre em elevações entre 220 e 450 metros de altura.

Possui pseudobulbos alongados, de secção redonda ou levemente compridos lateralmente, portando uma única folha. Parecem muito com algumas Notylias, e de fato seus gêneros estão relacionados.

Sua haste floral brota das axilas das bainhas, pendente e por vezes ereta, comportando muitas flores. Suas flores medem aproximadamente 1,75cm, geralmente riscas ou com nuances e manchas de castanho avermelhado. Seu período de floração vai do início do inverno até meados do final deste período, mas pode florescer em várias épocas por causa das variações chuvosas de um local para o outro, adubação e luminosidade.

Seu cultivo não requer grandes adaptações, embora a observação do ambiente natural seja a melhor coisa a fazer. Pode ser cultivadas junto às Cattleyas, inclusive com relação às regas e adubação, embora deva ser colocada em ambiente que tenha uma umidade relativa constante e não excessiva.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Macradenia

http://www.orchidspecies.com/maclutescens.htm

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ORQUÍDEA DO MÊS: Cattleya luteola - Lindl. 1853

A Cattleya luteola é a menor das cattleyas. Possui pequeno porte e é originária do Brasil, Equador, Perú e Bolívia. Vegeta nas planícies amazônicas, sendo encontrada sob as matas sombreadas, em elevações que variam de 100 a 1200 metros (algumas em até 2000 metros) onde a humidade é bastante elevada.

Possui um rizoma alongado e rasteiro, com pequenos pseudobulbos de 10 cm de altura, com uma única folha em cuja base possui uma pequena espata.

Sua floração pode apresentar de duas até oito flores, agrupadas em racimos. Cada flor possui cinco centímetros de diâmetro, de cor amarelo-esverdeado. O labelo possui face mais clara, maculada ou não de púrpura. Alguns exemplares podem produzir flores perfumadas e muitos orquidófilos relatam que algumas plantas podem produzir flores e brotos durante todo o ano. Porém, seu período de floração ocorre no verão, podendo variar de acordo com o ciclo chuvoso da região.

O clima ideal para cultivo fica entre o intermediário e quente, especialmente se as noites não forem muito frias e apresentarem pouca mudança de temperatura em relação ao dia. Não é uma espécie fácil de ser cultivada, tanto que é pouco comum em coleções particulares.

Tem necessidade de adubação constante, bem como de regas, por causa dos constantes brotos.

Consulta:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cattleya_luteola
http://cattleya.wikidot.com/cattleya-luteola

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ORQUÍDEA DO MÊS: Brassavola martiana Lindl.

A Brassavola martiana é uma espécie epífita ou rupícola, pertencente ao gênero criado em 1813 em homenagem ao professor de medicina, Antonio Musa Brassavola, por R. Brown. Ela é muito conhecida fora do Brasil como a Brassavola de Von Martin (Orquidófilo e botânico alemão que viveu no Brasil em 1800).

Originária das planícies quentes amazônicas e das Guianas, a Brassavola também pode ser encontrada em médias elevações na Bolívia, Suriname, Venezuela e Colombia em locais que não ultrapassem os mil metros de altura. No Brasil, espalha-se pelo Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima.

São plantas com pseudobulbos cilíndricos, quase imperceptíveis, pois sua única folha constitui-se em um prolongamento roliço, ereta ou pendente, que pode chegar a 30 cm. Da base de suas folhas, brota a inflorescência com uma ou muitas flores de labelo branco com centro amarelado, e pétalas e sépalas variando do creme ao creme escuro com tons de verde na base. Suas flores podem chegar a 7,5cm.

Suas flores são muito perfumadas, lembrando os tons de jasmim ou gardênia, e seus picos de exalação de perfume aparecem com o cair da noite ou o despontar do amanhecer. A floração ocorre no verão.

Para o seu cultivo, deve-se levar em consideração o ambiente natural em que ela vegeta. Parece preferir ambientes de mata ciliar na savana, com igapós, sendo estas áreas com boa penetração de luz. Em orquidários, ela vegeta bem em troncos rugosos ou placas. As regas devem ser reduzidas durante os meses mais chuvosos e aumentadas quando as novas brotações começarem a aparecer. O mesmo vale para a aplicação de adubos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Brassavola

http://www.orchids.co.in/orchid-plant/brassavola-martiana.shtm

http://www.brassavolaorchids.com/brassavola-martiana/brassavola-martiana

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ORQUÍDEA DO MÊS: Aspasia variegata Lindl.

A nossa Aspasia variegata é uma das sete espécies integrantes deste gênero proposto por John Lindley, em 1832, quatro delas naturais do Brasil. O nome é uma homenagem à Aspásia de Mileto, amante do governante grego Péricles, mulher de grande cultura e responsável por uma notável contribuição à retórica e à filosofia, tendo influenciado Platão, Cícero, Plutarco e Sófocles.

Sua distribuição geográfica em território brasileiro inclui Amapá, Amazonas, Tocatins, Pará, Rondônia e Roraima. Habitam florestas úmidas ou matas de terra firme ou inundável, abertas e com fácil penetração de luz, em altitudes que variam de 40 a 600 metros.

Fisicamente, ela parece muito com a Brassia ou Miltônia e acredita-se que descende da mesma raiz evolutiva. Possui folhas medianas de 20cm e nervura central destacada; rizomas alongados com raízes mais grossas que as Miltônias, pseudobulbos elípticos, mais ou menos alongados, cobertos por bainhas foliares mais curtas que as folhas, com no máximo duas folhas por ápice.

A haste floral é ereta e ou arqueada, mais curta que as folhas e saem da base das folhas, comportando um ou poucas flores vistosas, que abrem em seqüência. As flores têm a duração de mais ou menos dez dias e exalam um perfume agradável pelo período da manhã. Por não abrirem todas ao mesmo tempo, é comum, no período de floração, se ter flores durante o mês inteiro. Na região amazônica, o período de floração inicia-se de Junho à Agosto.

Seu cultivo é bem parecido com as Cattleyas. Apreciam temperatura intermediária, mas também podem ser cultivadas em clima quente, sem sol direto ou com sol leve pelo início da manhã ou final da tarde. Gostam de muita luminosidade (70%); devem ser colocadas em local de muita umidade, bem ventilado e receber regas abundantes em vaso bem drenado. Deve-se tomar cuidado para não manter o vaso encharcado para evitar a apodrecimento das raízes. Se ela for colocada em placas, as regas deverão ser mais abundantes.

Fontes de Consulta:

Francisco Joaci de Freitas Luz, "Orquídeas na Amazônia", Online Editora - 2001.

http://en.citizendium.org/wiki/Aspasia_(orchid)

http://www.dalholl.hpg.ig.com.br/generos/Aspasia/Aspasia.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aspasia_(botânica)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ORQUÍDEA DO MÊS: Acaccallis cyanea Lindl.

Ninguém pode negar a beleza particular dessa espécie de orquídea, que é a Acaccallis. Com suas flores formadas por pétalas e sépalas púrpura-rosadas, variando dos tons mais claros aos mais escuros e possuindo uma nuance destacada em seu ápice e um labelo rosa-esbranquiçado fortemente manchado de púrpura rosado, foi proposta por John Lindley, em 1853 apartir de amostras coletadas perto da cidade de Manaus.
Sua distribuição inclui a Colômbia, Venezuela e Brasil. A nível nacional, os estados originários desta são Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia.
Seu nome é derivado da palavra Acacálide, nome de uma ninfa amante do Apolo, deus grego do sol e patrono da música, da verdade, da medicina e da profecia.
Ironicamente, esta espécie é sempre encontrada debaixo das copas florestais, na umidade da parte mais baixa, sempre protegida de luz solar direta. Seus indivíduos são normalmente epífitos de hábito escadente, ou seja, desenvolvem-se em florestas com altas temperaturas e um grado de umidade elevado e constante o ano inteiro, vegetando junto a rios e igapós (riachos), chegando a permanecer submersos por semanas durante o período das enchentes amazônicas.
Possui folhas medianas, de 20 cm e com nervuras salientes. Apresenta pseudobulbos achatados e rizoma de crescimento ascendente. A inflorescência ocorre geralmente do mês de Agosto em diante, com a brotação advinda da base dos pseudobulbos, dando de 3 a 7 flores, cada uma medindo de 3 a 6 cm de diâmetro, mas nunca abrem completamente, possuindo aroma suave e duração de vinte dias.
Devido à umidade requerida, ela é considerada uma planta de difícil cultivo nas regiões quentes, e somente possível nos estados do Sul do Brasil em estufas e ambientes que simulem o habitat. Suporta temperatura média entre 25º e 35º diurnos e 20º noturnos. Não gosta de ser reenvasada e dividida com freqüência. Deve ser mantida em local sombreado, pois possui folhas muito sensíveis à luminosidade intensa e suas flores perdem o tom azulado. Por causa da necessidade de umidade constantes, deve-se ter muito cuidado com o ataque de fungos. Nos locais com baixa umidade, alguns orquidófilos têm obtido resultados satisfatórios com umidificadores artesanais, fabricados apartir de garrafas pet cortadas e sobrepostas de forma a manter um acúmulo constante de água na base.
Quatro espécies são reconhecidas como válidas: Acacallis cyanea, fimbriata, hoehnei and rosariana. Existem ainda duas espécies dúbias, Acacallis coerulea e Acacallis oliveriana (ambas possivelmente Acacallis fimbriata).

Fontes: Fontes: Francisco Joaci de Freitas Luz, "Orquídeas na Amazônia", Online Editora - 2001.